O que nós somos não é importante, mas sim o que fazemos é que é determinante. E o que fazemos é discutir de uma forma continua e convicta as nossas perspectivas sobre diversos assuntos , mas nunca de uma forma dogmática.
Este vídeo mostra bem a realidade dos media portugueses.
A SIC está a seguir a pisadas da TVI e todos sabemos que são os canais com maior audiência em Portugal, daí a minha preocupação. É que se antes ainda havia alguma tentativa da SIC em ser imparcial, agora isso já não é uma característica predominante nas notícias que transmitem.
O vídeo acima exposto é o exemplo disso mesmo. Sei que o vídeo pode parecer longo, tem cerca de nove minutos, mas garanto que vale a pena ver. Mas vejam com espírito crítico e tentem perceber a manipulação por detrás de cada comentário, principalmente dos fiscalistas.
Bem, num pequeno resumo: o vídeo é uma reportagem da SIC a falar sobre as medidas do governo para tentar acabar com as desigualdades sociais. Para quem tem estado menos atento, o governo está a propor subir os impostos dos mais ricos para que os mais pobres possam "respirar" um pouco.
Acredito que a maior parte das pessoas aceite de bom grado esta ideia, no entanto, os media fazem tudo para desacreditar o governo. Até nesta medida, as reportagens assumem um tom de crítica em relação ao governo.
Ora, vejamos... A SIC foi buscar alguns fiscalistas para falarem do assunto. O Dr. Diogo Leite Campos foi um deles e o homem é uma autêntica nulidade no campo. A primeira intervenção dele é desastrosa e mostra que não tem conhecimento do país em que vivemos. Reparemos nestas frases proferidas por este senhor:
"Será que se pode dizer que 5800 por mês é muito? 5800 euros por mês em qualquer país europeu é classe média baixa."
Sim, mas em Portugal, 5800 euros por mês é muito mais do que a maior parte das pessoas sonha sequer em ganhar. É classe média alta no nosso país. Este tipo de rendimento pode ser considerado médio baixo noutro país europeu, mas não estamos a falar dos outros, estamos a falar de Portugal. Portanto, o senhor ter estas saídas mostra bem que o seu conhecimento sobre o que se passa no país é escasso. Infelizmente, esta reportagem não se fica pelas asneiras do dito fiscalista, os jornalistas tentam puxar ao máximo as críticas ao governo, fazendo crer que os ricos são uns tristes.
"Sócrates quer 'carregar' nos mais ricos, castigá-los.", diz o jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho. "Ser rico é ter liberdade de escolha", diz o outro jornalista.
Terminam com a frase "É tudo relativo". Claro, claro... sobreviver com 200 euros de reforma pode ser considerado uma mordomia por alguns. Talvez pelos habitantes de Bangladesh, um dos países mais pobres do mundo... ou então por estes fiscalistas.
Enfim, foi a pior reportagem que vi nos últimos tempos. E custa ver um canal sério como a SIC descer a este nível. Cumprimentos, Raquel
Antes de mais quero dizer que este texto não serve para justificar qualquer tipo de racismo ou outro tipo de discriminação… Simplesmente procura perceber o que vivemos actualmente!
Muita gente pergunta-se o porquê da violência e racismo que se vive diariamente na África do Sul… Eu mesma me pergunto e busco respostas!
Numa das minhas pesquisas pela internet eis que surge algo que me parece bastante interessante e que a maior parte das pessoas desconhece!
Em 1948, a África do Sul adoptou legalmente o APARTHEID. Esta palavra designa um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separados dos brancos, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos.
As traduções mais adequadas para português são segregação racial ou política de segregação racial.
Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente, em 1994 eleições livres foram realizadas.
O que aconteceu durante o Apartheid?
O Apartheid foi implementado por uma lei. As restrições a seguir não foram apenas sociais mas eram obrigatórias pela força da lei:
- Não-brancos eram excluídos do governo nacional e não podiam votar excepto em eleições para instituições segregadas que não tinham qualquer poder.
- Aos negros eram proibidos diversos empregos sendo-lhes também vetado empregar brancos. Não-brancos não podiam manter negócios ou práticas profissionais em quaisquer áreas designadas somente para brancos.
- Os negros sendo um contingente de 70% da população, foram excluídos de tudo menos uma pequena proporção do país, a não ser que eles tivessem um passe que era impossível para a maioria conseguir. A implementação desta política resultou no confisco da propriedade e remoção forçada de milhões de negros.
- Um passe só era dado a quem tinha trabalho aprovado; esposas e crianças tinham que ser deixadas para trás. Esse passe era emitido por um magistério distrital confinando os (negros) que o possuíam àquela área apenas. Não ter um passe válido fazia um negro sujeito à prisão imediata, julgamento sumário e "deportação" da "pátria". Viaturas da polícia vasculhavam a "área branca" para enquadrar os negros "ilegais".
- A terra conferida aos negros era tipicamente muito pobre, impossibilitada de prover recursos à população forçada a ela. As áreas de negros raramente tinham saneamento ou electricidade.
- Os hospitais eram segregados, sendo os destinados a brancos capazes de fazer frente a qualquer um do mundo ocidental e os destinados a negros, comparativamente, tinham séria falta de pessoal e fundos e eram, de longe, limitados em número.
- As ambulâncias eram segregadas, forçando com que a raça da pessoa fosse correctamente identificada quando essas eram chamadas. Uma ambulância "branca" não levaria um negro ao hospital. Ambulâncias para negros tipicamente continham pouco ou nenhum equipamento médico.
- Nos anos 1970 a educação de cada criança negra custava ao estado apenas um décimo de cada criança branca. Educação superior era praticamente impossível para a maioria dos negros: as poucas universidades de alta qualidade eram reservadas para brancos. Além disso, a educação provida aos negros era deliberadamente não designada para prepará-los para a universidade, e sim para os trabalhos braçais disponíveis para eles.
- Autocarros e Comboios eram segregados. Além disso, comboios para brancos não tinham vagões de terceira classe, enquanto comboios para negros eram superlotados e apresentavam apenas vagões de terceira classe. Autocarros de negros paravam apenas nas paragens de negros e os de brancos, nas de brancos.
- As praias eram racialmente segregadas, com a maioria (incluindo todas as melhores) reservadas para brancos.
- Piscinas públicas e bibliotecas eram racialmente segregadas mas praticamente não havia piscinas ou bibliotecas para negros. Quase não havia parques, cinemas, campos para desportos ou quaisquer amenidades a não ser postos policiais nas áreas negras. Os bancos de parques eram marcados com a frase "Apenas para europeus".
- Sexo inter-racial era proibido.
- Policiais negros não tinham permissão para prender brancos.
- Negros não tinham autorização para comprar a maioria das bebidas alcoólicas.
- Um negro poderia estar sujeito à pena de morte por estuprar uma branca, mas um branco que estuprasse uma negra recebia apenas uma multa, e quase sempre nem isso.
- Os cinemas nas áreas brancas não tinham permissão para aceitar negros. Restaurantes e hotéis não tinham permissão para aceitar negros, a não ser como funcionários.
- Tornar-se membro em sindicatos não era permitido aos negros até os anos 1980, e qualquer sindicato "político" era banido.
- Greves eram banidas e severamente reprimidas. Negros pagavam impostos sobre uma renda baixa do nível de R30 (Rand, a moeda oficial na África do Sul) ao mês (cerca de 15 libras nos anos 70), o limite de isenção dos brancos era muito mais alto.
- Um branco que entrasse em uma loja seria atendido primeiro, à frente de negros que já estavam na fila, independente da idade ou qualquer outro factor.
- Até os anos 1980, dos negros sempre se esperaria que descessem do passeio para dar passagem a qualquer pedestre branco.
Vejamos ainda algumas leis impostas durante o Apartheid, na África do Sul:
Lei de Proibição de Casamentos Mistos (1949)
Tornou crime um casamento entre uma pessoa branca e uma não-branca.
Emenda à Lei de Imoralidade (1950)
Tornou acto criminoso uma pessoa branca ter relações sexuais com uma pessoa de raçadiferente.
A Lei de Registro Populacional (1950)
Requeria que todos os cidadãos se registassem como negros, brancos ou mestiços.
A Lei de Supressão ao Comunismo (1950)
Bania qualquer partido de oposição ao governo que o governo decidisse catalogar como "comunista".
Lei de Áreas de Agrupamento (1950)
Barrou o acesso de pessoas de algumas raças de várias áreas urbanas
Lei da Auto-determinação dos Bantu (1951)
Estabelecia as chamadas “Homelands” para dez diferentes tribos “africanas” (de negros), onde eles podiam residir e ter propriedades.
Lei de Reserva de Benefícios Sociais Separados (1953)
Proibiu pessoas de diferentes raças de usar as mesmas instalações públicas como bebedouros, casas de banho e assim por diante.
Lei de Educação Bantu (1953)
Trouxe várias medidas explicitamente criadas para reduzir o nível de educação recebida pela população negra.
Lei de Minas e Trabalho (1956)
Formalizava a discriminação racial no emprego.
Lei de Cidadania da Pátria Negra (1971)
Mudou o estatuto dos nativos das 'pátrias' de forma que eles não fossem mais considerados cidadãos da África do Sul, não tendo assim mais nenhum direito associado a essa cidadania.
Muita gente se revoltou contra estas injustiças… Um dos líderes mais carismáticos desse movimento foi Nelson Mandela, que foi condenado a prisão perpétua em 1964.
Só em 1990 é que Klerk declarou que o apartheid tinha fracassado e que as proibições aos partidos políticos seriam retiradas. Nelson Mandela foi libertado. De seguida, Klerk aboliu todas as leis remanescentes que apoiavam o apartheid.
A 10 de Março de 1994, Nelson Mandela fez o juramento como presidente da África do Sul diante de uma eufórica multidão.
Ministra anuncia simplificação do modelo de avaliação dos professores! Depois de meses e meses de um autêntico braço de ferro, eis que surge o reconhecimento de que o modelo precisava de uma "remodelação".
Eu sempre fui a favor deste modelo e com estas alterações acho que os bons professores saiem a ganhar... Quanto aos maus professores, tenham paciência! Façam greve, pode ser que volte o modelo antigo de avaliação!
Quanto às alterações podemos referir três grandes pontos:
1º Os professores vão ser avaliados por pessoas da sua área;
2º Simplificação no preenchimento das fichas de registo de avaliação, tentando assim evitar a burocracia;
3º As notas dos alunos deixam de ser relevantes na avaliação dos professores.
E o que diz o Sindicato dos Professores a tudo isto? SUSPENSÃO DO MODELO!!! Mesmo com as alterações anunciadas e que os professores diziam ser necessárias, o Sindicato quer a suspensão do modelo!
O que posso concluir? Será uma birra do Sindicato? Será que não querem ser avaliados? Será que querem voltar ao modelo antigo de avaliação em que a progressão na carreira era feita a partir das acções de formação que os professores assistiam e segundo a sua auto-avaliação?
Será que querem o modelo antigo actualizado (repare-se na redondância)?
Mas afinal, o que querem?
(27 de Novembro de 2008)
Sindicato propõe novo modelo!
Não sei se já ouviram falar, mas amanhã (sexta-feira, 28 de Novembro de 2008) vão reunir-se elementos do Ministério da Educação e da Plataforma Sindical dos Professores para tentarem chegar a um acordo.
Muito bem!
O Sindicato só aceita negociar se o modelo de avaliação actual (já com aquelas alterações que falámos acima) for suspenso.
Afinal, negociar não é dialogar e tentar chegar a um acordo? Então, já vão com imposições antes mesmo de começar a reunião?
Bem, mas esse não é o ponto fulcral da situação! O Sindicato dos Professores diz ter um modelo muito mais simples e mais funcional do que o que foi apresentado pelo Ministério...
"Ah, muito bem! Surgiu um novo modelo! Finalmente vai acabar esta confusão toda", pensam as pessoas comuns (todos nós).
E qual é o plano do Sindicato? (Dá vontade para rir, acreditem) Segundo o que vi na televisão (palavras do próprio Mário Nogueira) e li na net vão apresentar a seguinte ideia:
- cada professor elabora um relatório de auto-avaliação a ser apresentado ao Conselho Pedagógico, que seria responsável por acompanhar o seu cumprimento;
- esta avaliação seria apenas para os professores que estão em condições de progredir na carreira (os restantes, estão "dispensados" da (auto)avaliação).
Que grande ideia!! Voltemos ao passado, onde não existem maus professores, existem, sim, alunos com mais ou menos capacidade! Mas a culpa nunca é dos professores!
Assumam de uma vez que existem bons e maus profissionais nesta área e que todos têm que ser avaliados para podermos distinguir os bons e tentar fazer com que os maus se tornem bons!
Antes de começar devo dizer que ando ultimamente meio away destas andanças, mas espero que com o tempo volte a me animar e iniciar uma nova era, de como "x" e "y" pessoas dizem que sou, que é critico excessivo e idealista utopico.
Contudo neste post, vou aproveitar um pensamento de uma pessoa que se da pelo nome de Hiryu no forum do btnext, e em que passo a citar:
"OK, eu já disse muito mal do Sócrates.
E já terei dito algum bem.
Mas agora estou apenas confundido.
Com o descalabro da situação do sistema financeiro mundial, o nosso governo apresentou o novo orçamento de estado, um que segundo Sócrates foi feito para enfrentar a crise que aí vem.
Bem, eu concordo com isso. Aplaudo.
Mas de repente reparo que o orçamento enfrenta a crise deixando caír o défice seguro, ou seja, deixa de se preocupar com a fronteira que nos apertou os tomates durante os últimos anos, endividando o estado e aumentando a diferença entre as receitas e os gastos.
Ora a curiosidade é que subitamente em ano de dita "crise", em que nos dizem que o futuro será muito mau, o orçamento prevê o primeiro aumento de ordenados acima da inflação em muitos anos. Ao mesmo tempo, foi hoje anunciado que serão descongeladas e aumentadas as pensões dos escalões mais altos (are you fucking NUTS?!) da função pública. Dias atrás, o governo assegurou 21 biliões de Euros para garantir as nossas poupanças e investimentos, caso haja bancos Portugueses a comer poeira.
O que muito me intriga é efectivamente de onde raio saíu em menos de meio ano todo este dinheiro que supostamente não tivemos ao longo destes anos.
Reparem que ao contrário do que poderão dizer na oposição, a ideia de aumentar abonos e ordenados acima da inflação é uma medida que pode provar excelente. Na verdade, considero que a política de congelamento de ordenados ou crescimentos abaixo da inflação dos últimos anos tem sido perfeitamente ridícula e digo-o por uma razão simples: porque QUEM TEM DINHEIRO VIVO RECORRE MENOS AO CRÉDITO!
Mas é preciso um tipo tirar doutoramento para perceber que se os ordenados aumentam é FALSO que desça a competitividade de uma empresa?
É uma falsidade de todo o tamanho porque se na generalidade os ordenados aumentarem, os produtos de uma qualquer empresa são mais facilmente vendidos do que se o pessoal estiver teso. Aí deixam de comprar e pouco importa a competitividade: não se vende. Parecem todos ter-se esquecido que o que tornou o modelo T da Ford um sucesso foi o Ford pagar aos funcionários o suficiente para eles próprios comprarem o maldito carro, de modo que o dinheiro nem saía da Ford: os ordenados voltavam a entrar e o Modelo T tinha então um custo real perto de... zero.
Então a coisa mais inteligente que este e qualquer outro governo fez nos últimos dez anos foi, em vez de andar a mamar na real pixa bancária dando subsídios e perdão de impostos, tirar às pessoas as razões para recorrerem ao crédito.
Se a política de aumentos reais dos salários tivesse sido seguida na última década, seriam potencialmente milhares os créditos que não estariam em situação de mal parado, porque os ordenados das pessoas poderiam pelo menos ter acompanhado aquele vampiro gigantesco que é a EURIBOR!
Mas naaaaaaaaaao! Porque raio? É deixar o pessoal teso! Eles recorrem ao crédito, pagam com juros e o estado arrecada parte dos lucros dos bancos. Pois é, mas agora foderam-se os tipos que ficaram sem casa, os bancos que ficaram com casas que ninguém quer, e os governos que têm de os alimentar à palhinha!
Então digo-o e repito-o: aumentar ordenados reais e abonos, etc., é a melhor maneira de as pessoas continuarem a consumir, logo a manterem as empresas a funcionar, sem recorrerem ao crédito. E sempre foi a melhor maneira.
Mas aqui é que a porca torce o rabo.
Se eu não tenho problemas com a medida e a apoio... afinal que problema tenho eu?
Bem, tenho o problema de o dinheiro subitamente existir quando não existia há um ano atrás quando os indícios começavam a aparecer, quando a economia já abrandava, quando uma e outra vez os indicadores apontavam para o endividamento insuportável das famílias Portuguesas.
Então por que irresponsabilidade não foi o recurso excessivo ao crédito evitado nos últimos anos, para ser remediado apenas agora que o caldo já transbordou?
É que quando se injecta dinheiro na economia enquanto ela cresce, então ela mantém-se em crescimento, mas injectar este dinheiro ao mesmo tempo que as pessoas têm receio pelo futuro pode ser tarde demais e em vez de gastarem, as pessoas pouparão o dinheiro: a economia pode mal ser afectada.
Se em nada quisemos prevenir uma crise a vários níveis previsível, então que distingue afinal este ano dos outros?
Serão a crise ou as eleições?
O que move este orçamento apesar de tudo "bom"? É que se é a crise, fixola, mas se são as eleições, é caso para perguntar que margem de manobra terá o governo em 2010 se a crise se prolongar?
Incapaz de aumentar ainda mais o défice, logo sem dinheiro para aumentar a despesa e as receitas sem aumentarem (com economia parada, só aumentariam se a carga de impostos se tornasse maior), estes gastos neste momento podem ser catastróficos e em 2010 voltaremos a uma austeridade ainda pior.
Então digam lá de vossa justiça: este orçamento parece-vos um orçamento de crise ou eleitoralista?
Hiryu"
Neste magnifico momento de inspiração de Hiryu quero salientar um ponto ou uma pergunta, como quiserem entender.
Qual é a motivaçao que um trabalhador normal tem, quando sabe que o seu poder de compra ( para materiais, melhor qualidade de vida, etc) é miseravelmente pouco?
Que tipo de sentimento um trabalhador pode ter ao ver o seu mesmo trabalho a ser mais renumerado em outros paises, devido a politicas de igualdade, de distribuiçao salarial e ate mesmo da fiscalização dos "patrões"?
Qual é a postura que uma pessoa tem ao saber que o seus impostos vao para hospitais publicos nos quais somos melhor tratados nos privados? Impostos que vao para tribunais que são parciais e que so funcionam para "peixe miudo"? Impostos que vao para um sistema educacional onde nao passa disso mesmo, um sistema? Impostos que vao para os politicos melhoram a nossa qualidade de vida,( supostamente) so que em vez de disso, melhoram a vida de poucos em troca do sofrimento de muitos?
E como ultimo pergunta, quem é o responsavel por esta clara evidencia de corrupção, fosso entre ricos e pobres , demagogia, incompetencia?
Eu acho que a resposta esta quando você se vir ao espelho. Da proxima, vota com consciência, mesmo que seja em branco. E não pares nunca de lutar pelos teus direitos, por uma vida melhor e te cumprires os teus deveres como cidadão.
Depois de alguns dias de pesquisa e depois de ler muitos artigos sobre este tema, resolvi fazer um apanhado de toda a informação que reuni e postar aqui (e noutro site também) esta crueldade praticada por todo o mundo...
A mutilação genital feminina (MGF), também chamada por excisão, é uma das práticas mais antigas do mundo e, talvez por isso, tão dificil de dissuadir quem a pratica!
Vista como a purificação do corpo feminino, é praticada em muitos países africanos, sendo que em alguns deles, cerca de 99% das meninas são excisadas.
Mas falemos, então, de números: existem cerca de 130 milhões de mulheres excisadas em todo o mundo!
Como é efectuada a excisão? Em geral, é feita com materiais não esterilizados e ferrugentos, por vezes até com pedaços de vidro.
Isto acarreta, obviamente o risco de infecções e hemorragias. Estas acabam por levar à morte um grande número de mulheres.
E o que dizem os defensores da MGF sobre estas mortes? Dizem simplesmente que estas mulheres ou crianças já eram impuras, por isso, a excisão não resultou!
Mas qual a razão pela qual ainda existe esta prática ancestral? Os que a defendem, dizem que é uma questão de tradição e que a mulher sem clitóris será fiel ao seu marido, já que não terá desejo sexual.
Existem vários tipos de MGF:
I- excisão do prepúcio, com ou sem excisão de parte ou totalidade do clítoris (clitoridectomia);
II- excisão do clítoris com parcial ou total excisão dos lábios menores (excisão);
III- excisão da parte ou totalidade dos genitais externos e coser da abertura vaginal deixando apenas um pequeno orifício para permitir a passagem de urina e do fluxo menstrual (infibulação);
IV- sem classificação – inclui práticas como o piercing, inserção de substâncias corrosivas ou ervas na vagina.
Destes tipos de excisão, a mais extrema é do tipo III, pois há a remoção do clitoris e dos pequenos lábios. Os lábios maiores são unidos através de pontos ou espinhos/picos e as pernas são atadas durante 2 a 6 semanas.
É deixada uma pequena abertura para permitir a passagem de urina e sangue menstrual (tem normalmente 2-3 cm de diâmetro, mas pode chegar a ser tão pequena como a cabeça de um fósforo). (esta informação pode ser confirmada em http://www.cpihts.com/MGF/1_parte.htm).
Imagem de uma infibulação:
Em alguns países, a prática de infibulação está directamente relacionada com o prazer do homem.
Quando a mulher engravida, ao dar à luz, os lábios vaginais acabam por separar-se, mas são cozidos novamente.
Muito mais pormenores e histórias se podem contar acerca da MGF, no entanto, como uma imagem vale mais do que mil palavras e um vídeo deve valer por muitas mais, deixo-vos com um vídeo deveras chocante, mas que todos precisamos ver, para nos apercebermos da crueldade cometida todos os dias a crianças e mulheres que nada podem fazer para mudar este rumo:
Relembro que existem muitas petições online para que se acabe de vez com esta triste "tradição"... prefiro antes chamá-la de um descarado desrespeito pelos direitos humanos!
Lutemos para que acabe de vez a MGF!
E não pensemos que ela existe apenas em África ou na Ásia, pois as comunidades africanas nos países desenvolvidos trazem os seus costumes consigo e há testemunhas da comunidade guineense em Portugal que garantem que a praticam no nosso país!
Espero que este post sirva para que as pessoas tenham consciência do que se passa...
Imagine there's no heaven It's easy if you try No hell below us Above us only sky
Imagine all the people Living for today
Imagine there's no countries It isn't hard to do Nothing to kill or die for And no religion too
Imagine all the people Living life in peace You may say, I'm a dreamer But I'm not the only one I hope some day You'll join us And the world will live as one
Imagine no possessions I wonder if you can No need for greed or hunger A brotherhood of man
Imagine all the people Sharing all the world
You may say, I'm a dreamer But I'm not the only one I hope some day You'll join us And the world will be as one