quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mutilação Genital Feminina!

Boa noite!

Depois de alguns dias de pesquisa e depois de ler muitos artigos sobre este tema, resolvi fazer um apanhado de toda a informação que reuni e postar aqui (e noutro site também) esta crueldade praticada por todo o mundo...


A mutilação genital feminina (MGF), também chamada por excisão, é uma das práticas mais antigas do mundo e, talvez por isso, tão dificil de dissuadir quem a pratica!


Vista como a purificação do corpo feminino, é praticada em muitos países africanos, sendo que em alguns deles, cerca de 99% das meninas são excisadas.


Mas falemos, então, de números: existem cerca de 130 milhões de mulheres excisadas em todo o mundo!


Como é efectuada a excisão?
Em geral, é feita com materiais não esterilizados e ferrugentos, por vezes até com pedaços de vidro.


Isto acarreta, obviamente o risco de infecções e hemorragias. Estas acabam por levar à morte um grande número de mulheres.


E o que dizem os defensores da MGF sobre estas mortes? Dizem simplesmente que estas mulheres ou crianças já eram impuras, por isso, a excisão não resultou!


Mas qual a razão pela qual ainda existe esta prática ancestral? Os que a defendem, dizem que é uma questão de tradição e que a mulher sem clitóris será fiel ao seu marido, já que não terá desejo sexual.


Existem vários tipos de MGF:

I- excisão do prepúcio, com ou sem excisão de parte ou totalidade do clítoris (clitoridectomia);

II- excisão do clítoris com parcial ou total excisão dos lábios menores (excisão);

III- excisão da parte ou totalidade dos genitais externos e coser da abertura vaginal deixando apenas um pequeno orifício para permitir a passagem de urina e do fluxo menstrual (infibulação);

IV- sem classificação – inclui práticas como o piercing, inserção de substâncias corrosivas ou ervas na vagina.


Destes tipos de excisão, a mais extrema é do tipo III, pois há a remoção do clitoris e dos pequenos lábios. Os lábios maiores são unidos através de pontos ou espinhos/picos e as pernas são atadas durante 2 a 6 semanas.


É deixada uma pequena abertura para permitir a passagem de urina e sangue menstrual (tem normalmente 2-3 cm de diâmetro, mas pode chegar a ser tão pequena como a cabeça de um fósforo). (esta informação pode ser confirmada em http://www.cpihts.com/MGF/1_parte.htm).


Imagem de uma infibulação:

http://img504.imageshack.us/img504/4792/clipimage0331ru8.th.jpg



Em alguns países, a prática de infibulação está directamente relacionada com o prazer do homem.


Quando a mulher engravida, ao dar à luz, os lábios vaginais acabam por separar-se, mas são cozidos novamente.


Muito mais pormenores e histórias se podem contar acerca da MGF, no entanto, como uma imagem vale mais do que mil palavras e um vídeo deve valer por muitas mais, deixo-vos com um vídeo deveras chocante, mas que todos precisamos ver, para nos apercebermos da crueldade cometida todos os dias a crianças e mulheres que nada podem fazer para mudar este rumo:





Relembro que existem muitas petições online para que se acabe de vez com esta triste "tradição"... prefiro antes chamá-la de um descarado desrespeito pelos direitos humanos!


Lutemos para que acabe de vez a MGF!


E não pensemos que ela existe apenas em África ou na Ásia, pois as comunidades africanas nos países desenvolvidos trazem os seus costumes consigo e há testemunhas da comunidade guineense em Portugal que garantem que a praticam no nosso país!


Espero que este post sirva para que as pessoas tenham consciência do que se passa...

Atentamente,
Raquel


quinta-feira, 22 de maio de 2008

Imagina, apenas imagina... e luta!

Imagine


Composição: John Lennon

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one

terça-feira, 20 de maio de 2008

Religião - 2ª parte

Razão Inconsciente


Que orgulhoso ser é este que se valoriza por ser consciente do que o rodeia, mas que por vezes se deixa cegar por essa mesma consciência?


Ser maravilhoso por pensar, por raciocinar, por trazer à tona mistérios, por resolvê-los, por amar, por sentir... Que ser admirável pela razão que o rege, pela vontade de lutar, pela alegria de descobrir...


Admiro esse ser e o melhor é que cada um de nós tem essas características, mais ou menos acentuadas, mas estão lá, estou certa!


No entanto, quando a inteligência e a consciência são usadas para fins menos ortodoxos rejeito chamar humanos a esses seres mesquinhos! E quando usam a religião para justificarem os seus actos, fico fora de mim, possuída por uma raiva explicada apenas por um sentimento: Injustiça!


Todas as pessoas têm direito a pensar, a escolher, a ter ideias próprias, a ter ideais e princípios... Todos somos livres (ou deveríamos ser)!


Contudo, a partir do momento em que interferimos com a liberdade dos outros, a nossa termina e é aqui que entra o respeito pelos demais...


E que tem tudo isto a ver com a religião? Ora, vejo pessoas ligadas à Igreja a cobrarem valores absurdos por serviços que ninguém sabe explicar muito bem como começaram ou porque estão relacionados com a religião em causa.


Não me ocorre um melhor exemplo que aquele que ocorre durante a Páscoa católica, em que os fieis pagam uma certa quantia em dinheiro para poderem comer carne durante a Quaresma. Quer dizer que se pagarmos, deixa de ser pecado aos olhos de Deus, comermos carne nesse período?


Que estupidez, que maneira tão ridícula de enganar o seu semelhante! E pior, aclamar aos ideais dessas pessoas e fazer disso uma fraqueza...


Não admira que a Igreja Católica esteja em decadência! A incoerência presente em todo os percurso da igreja, juntando a estes últimos acontecimentos levam a que as pessoas deixem de acreditar ou que procurem a fé de uma outra forma...


Eu acredito em Deus! Acredito piamente! No entanto, não acredito chegar até Deus através de rezas ou de certas e determinadas palavras. Não acredito que segundo um determinado "ritual" temos um lugar no Céu... Acredito em chegar até Deus através da razão! Temos de acreditar em algo ou viveremos com constantes crises existenciais, no entanto, não temos que nos submeter a esses "monstros" que dizem falar em nome de Deus.


Que posso eu dizer em relação à minha fé? Posso afirmar que sou deísta! Chego até Deus através da razão!


Não consigo entender aqueles que usam o nome de Deus para fazer o "mal"! O mal é subjectivo, bem sei, mas sei também que quando interfiro com a liberdade dos outros, estarei a fazer o mal.


Que melhor exemplo senão as ideias extremistas de alguns muçulmanos? Servem os seus propósitos levando os mais ignorantes e inocentes a pensarem que serão recompensados se tiverem determinadas acções! Acho que Alá não vai recompensar com não sei quantas virgens quem mata inocentes ou quem faz sofrer quem nada tem a ver com os conflitos em questão!


Recordo, agora, a ideia de um famoso escritor:


Orgulhamo-nos por sermos movidos pela razão e os cães movidos pelo instinto, mas quem estará mais bem dotado para um governo da vida? Que aconteceria se os cães tivessem inventado um Deus? Lutariam entre si pelo nome a dar a esse Deus? E se estivessem de acordo em relação a esse nome, morderiam-se por acreditarem que as orelhas desse Deus eram mais ou menos pontiagudas ou pela cauda ser mais ou menos comprida?


Afinal, que razão existe nesta razão que veneramos?

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Liberdade de expressão nao é equivalente a dogma

Boas.

Este será o meu primeiro post neste blog espero que seja o primeiro de muitos.

De qualquer forma eu estava indeciso de qual tema seria melhor para iniciar esta minha longa caminhada pelas polémicas do dia a dia, eu estava pensando em algo controverso.

Mas decidi escolher um tema com o propósito pedagógico, isto porque após longas discussões um colega meu, decidiu acabar a discussão dizendo que era a opinião dele, e que era livre de dar essa opinião.

Para ser sincero não é a primeira vez que apelem a liberdade de expressão para dizerem que a sua opinião não pode ser criticada.

Mas a verdade é que não funciona desta maneira, toda a opinião pode ser criticada, refutada, questionada e contestada. Isto porque a liberdade de expressão não é equivalente a dogma.

A liberdade de expressão significa que somos livres de dar a nossa opinião como quisermos e com justificações/argumentos que bem entendermos, sem que haja consequências adversas a essa mesma opinião, desde que não interfira com a liberdade de mais ninguém.

O dogma é uma crença/doutrina que não pode ser contestada, isto significa de uma forma leiga, que é algo que não esta aberto a discussão.

Contudo voltando ao meu primeiro argumento, digo outra vez, liberdade de expressão não é equivalente a dogma. Seguindo esta mesma linha de pensamento, através da liberdade de expressão podemos dar a opinião que quisermos e com justificações/argumentos que entendermos CONTUDO essa mesma opinião pode ser criticada, refutada, questionada e contestada.

Por isso pensem duas vezes, antes de voltarem a dizer que não se pode criticar as vossas opiniões porque são opiniões.

Sem outro assunto despeço-me com cumprimentos e espero que pensem duas vezes antes de comentarem.

Sinceramente,

B2R

terça-feira, 13 de maio de 2008

Casar ou não casar?

Ainda dentro da religião, um debate muito corrente é o facto de os padres poderem ou não casar! Gostava de saber qual a opinião (dos católicos e não só) sobre esse assunto...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Religião...

Polémicas, polémicas, polémicas...
Todos os dias estamos rodeados por elas, no entanto, existem algumas que são intemporais... muitas coisas já se disseram sobre elas, muitos debates, muitas opiniões, mas passe o tempo que passar nunca haverá um fim para tais polémicas! É o caso da religião...

Poderia ter escolhido um tema mais "suave", digamos assim, para iniciar este blog, mas acho que um tema tão universal e tão controverso como este seria o ínicio de mais um debate interessante!

Deixo aqui um texto de Sigmund Freud, que me pareceu interessante (não significa, contudo, que concorde com tudo o que ele diz neste texto):

"O Falso Conforto da Religião

O homem comum entende como sendo a sua religião um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado lhe explica os enigmas deste mundo com uma perfeição invejável, e que por outro lhe garante que uma Providência atenta cuidará da sua existência e o compensará, numa futura existência, por qualquer falha nesta vida. O homem comum só consegue imaginar essa Providência sob a figura de um pai extremamente elevado, pois só alguém assim conseguiria compreender as necessidades dos filhos dos homens ou enternecer-se com as suas orações e aplacar-se com os sinais dos seus remorsos. Tudo isto é tão manifestamente infantil, tão incongruente com a realidade, que para aquele que manifeste uma atitude amistosa para com a humanidade é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de estar acima desta visão de vida.

É ainda mais humilhante descobrir como é grande o número de pessoas, hoje em dia, que não percebem que essa religião é insustentável, e, no entanto, tentam defendê-la sucessivamente, numa série de lamentáveis actos retrógados. Gostaríamos de pertencer ao número dos crentes, para podermos advertir os filósofos que tentam preservar o Deus da religião substituindo-o por um princípio impessoal, obscuro e abstracto, e dizemos: «Não usarás o nome de Deus em vão!». Alguns dos grandes homens do passado fizeram o mesmo, mas isso não serve de justificação para nós; sabemos porque é que tiveram que o fazer."