quinta-feira, 15 de maio de 2008

Liberdade de expressão nao é equivalente a dogma

Boas.

Este será o meu primeiro post neste blog espero que seja o primeiro de muitos.

De qualquer forma eu estava indeciso de qual tema seria melhor para iniciar esta minha longa caminhada pelas polémicas do dia a dia, eu estava pensando em algo controverso.

Mas decidi escolher um tema com o propósito pedagógico, isto porque após longas discussões um colega meu, decidiu acabar a discussão dizendo que era a opinião dele, e que era livre de dar essa opinião.

Para ser sincero não é a primeira vez que apelem a liberdade de expressão para dizerem que a sua opinião não pode ser criticada.

Mas a verdade é que não funciona desta maneira, toda a opinião pode ser criticada, refutada, questionada e contestada. Isto porque a liberdade de expressão não é equivalente a dogma.

A liberdade de expressão significa que somos livres de dar a nossa opinião como quisermos e com justificações/argumentos que bem entendermos, sem que haja consequências adversas a essa mesma opinião, desde que não interfira com a liberdade de mais ninguém.

O dogma é uma crença/doutrina que não pode ser contestada, isto significa de uma forma leiga, que é algo que não esta aberto a discussão.

Contudo voltando ao meu primeiro argumento, digo outra vez, liberdade de expressão não é equivalente a dogma. Seguindo esta mesma linha de pensamento, através da liberdade de expressão podemos dar a opinião que quisermos e com justificações/argumentos que entendermos CONTUDO essa mesma opinião pode ser criticada, refutada, questionada e contestada.

Por isso pensem duas vezes, antes de voltarem a dizer que não se pode criticar as vossas opiniões porque são opiniões.

Sem outro assunto despeço-me com cumprimentos e espero que pensem duas vezes antes de comentarem.

Sinceramente,

B2R

terça-feira, 13 de maio de 2008

Casar ou não casar?

Ainda dentro da religião, um debate muito corrente é o facto de os padres poderem ou não casar! Gostava de saber qual a opinião (dos católicos e não só) sobre esse assunto...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Religião...

Polémicas, polémicas, polémicas...
Todos os dias estamos rodeados por elas, no entanto, existem algumas que são intemporais... muitas coisas já se disseram sobre elas, muitos debates, muitas opiniões, mas passe o tempo que passar nunca haverá um fim para tais polémicas! É o caso da religião...

Poderia ter escolhido um tema mais "suave", digamos assim, para iniciar este blog, mas acho que um tema tão universal e tão controverso como este seria o ínicio de mais um debate interessante!

Deixo aqui um texto de Sigmund Freud, que me pareceu interessante (não significa, contudo, que concorde com tudo o que ele diz neste texto):

"O Falso Conforto da Religião

O homem comum entende como sendo a sua religião um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado lhe explica os enigmas deste mundo com uma perfeição invejável, e que por outro lhe garante que uma Providência atenta cuidará da sua existência e o compensará, numa futura existência, por qualquer falha nesta vida. O homem comum só consegue imaginar essa Providência sob a figura de um pai extremamente elevado, pois só alguém assim conseguiria compreender as necessidades dos filhos dos homens ou enternecer-se com as suas orações e aplacar-se com os sinais dos seus remorsos. Tudo isto é tão manifestamente infantil, tão incongruente com a realidade, que para aquele que manifeste uma atitude amistosa para com a humanidade é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de estar acima desta visão de vida.

É ainda mais humilhante descobrir como é grande o número de pessoas, hoje em dia, que não percebem que essa religião é insustentável, e, no entanto, tentam defendê-la sucessivamente, numa série de lamentáveis actos retrógados. Gostaríamos de pertencer ao número dos crentes, para podermos advertir os filósofos que tentam preservar o Deus da religião substituindo-o por um princípio impessoal, obscuro e abstracto, e dizemos: «Não usarás o nome de Deus em vão!». Alguns dos grandes homens do passado fizeram o mesmo, mas isso não serve de justificação para nós; sabemos porque é que tiveram que o fazer."