Cumprimentos,
Raquel
O que nós somos não é importante, mas sim o que fazemos é que é determinante. E o que fazemos é discutir de uma forma continua e convicta as nossas perspectivas sobre diversos assuntos , mas nunca de uma forma dogmática.
O que aconteceu durante o Apartheid?
O Apartheid foi implementado por uma lei. As restrições a seguir não foram apenas sociais mas eram obrigatórias pela força da lei:
- Não-brancos eram excluídos do governo nacional e não podiam votar excepto em eleições para instituições segregadas que não tinham qualquer poder.
- Aos negros eram proibidos diversos empregos sendo-lhes também vetado empregar brancos. Não-brancos não podiam manter negócios ou práticas profissionais em quaisquer áreas designadas somente para brancos.
- Os negros sendo um contingente de 70% da população, foram excluídos de tudo menos uma pequena proporção do país, a não ser que eles tivessem um passe que era impossível para a maioria conseguir. A implementação desta política resultou no confisco da propriedade e remoção forçada de milhões de negros.
- Um passe só era dado a quem tinha trabalho aprovado; esposas e crianças tinham que ser deixadas para trás. Esse passe era emitido por um magistério distrital confinando os (negros) que o possuíam àquela área apenas. Não ter um passe válido fazia um negro sujeito à prisão imediata, julgamento sumário e "deportação" da "pátria". Viaturas da polícia vasculhavam a "área branca" para enquadrar os negros "ilegais".
- A terra conferida aos negros era tipicamente muito pobre, impossibilitada de prover recursos à população forçada a ela. As áreas de negros raramente tinham saneamento ou electricidade.
- Os hospitais eram segregados, sendo os destinados a brancos capazes de fazer frente a qualquer um do mundo ocidental e os destinados a negros, comparativamente, tinham séria falta de pessoal e fundos e eram, de longe, limitados em número.
- As ambulâncias eram segregadas, forçando com que a raça da pessoa fosse correctamente identificada quando essas eram chamadas. Uma ambulância "branca" não levaria um negro ao hospital. Ambulâncias para negros tipicamente continham pouco ou nenhum equipamento médico.
- Nos anos 1970 a educação de cada criança negra custava ao estado apenas um décimo de cada criança branca. Educação superior era praticamente impossível para a maioria dos negros: as poucas universidades de alta qualidade eram reservadas para brancos. Além disso, a educação provida aos negros era deliberadamente não designada para prepará-los para a universidade, e sim para os trabalhos braçais disponíveis para eles.
- Autocarros e Comboios eram segregados. Além disso, comboios para brancos não tinham vagões de terceira classe, enquanto comboios para negros eram superlotados e apresentavam apenas vagões de terceira classe. Autocarros de negros paravam apenas nas paragens de negros e os de brancos, nas de brancos.
- As praias eram racialmente segregadas, com a maioria (incluindo todas as melhores) reservadas para brancos.
- Piscinas públicas e bibliotecas eram racialmente segregadas mas praticamente não havia piscinas ou bibliotecas para negros. Quase não havia parques, cinemas, campos para desportos ou quaisquer amenidades a não ser postos policiais nas áreas negras. Os bancos de parques eram marcados com a frase "Apenas para europeus".
- Sexo inter-racial era proibido.
- Policiais negros não tinham permissão para prender brancos.
- Negros não tinham autorização para comprar a maioria das bebidas alcoólicas.
- Um negro poderia estar sujeito à pena de morte por estuprar uma branca, mas um branco que estuprasse uma negra recebia apenas uma multa, e quase sempre nem isso.
- Os cinemas nas áreas brancas não tinham permissão para aceitar negros. Restaurantes e hotéis não tinham permissão para aceitar negros, a não ser como funcionários.
- Tornar-se membro em sindicatos não era permitido aos negros até os anos 1980, e qualquer sindicato "político" era banido.
- Greves eram banidas e severamente reprimidas. Negros pagavam impostos sobre uma renda baixa do nível de R30 (Rand, a moeda oficial na África do Sul) ao mês (cerca de 15 libras nos anos 70), o limite de isenção dos brancos era muito mais alto.
- Um branco que entrasse em uma loja seria atendido primeiro, à frente de negros que já estavam na fila, independente da idade ou qualquer outro factor.
- Até os anos 1980, dos negros sempre se esperaria que descessem do passeio para dar passagem a qualquer pedestre branco.
Vejamos ainda algumas leis impostas durante o Apartheid, na África do Sul:
Muita gente se revoltou contra estas injustiças… Um dos líderes mais carismáticos desse movimento foi Nelson Mandela, que foi condenado a prisão perpétua em 1964.
Só em 1990 é que Klerk declarou que o apartheid tinha fracassado e que as proibições aos partidos políticos seriam retiradas. Nelson Mandela foi libertado. De seguida, Klerk aboliu todas as leis remanescentes que apoiavam o apartheid.
A 10 de Março de 1994, Nelson Mandela fez o juramento como presidente da África do Sul diante de uma eufórica multidão.
| (22 de Novembro de 2008) |

Composição: John Lennon
Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people
Living for today
Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people
Living life in peace
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will live as one
Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one
Razão Inconsciente
Que orgulhoso ser é este que se valoriza por ser consciente do que o rodeia, mas que por vezes se deixa cegar por essa mesma consciência?
Ser maravilhoso por pensar, por raciocinar, por trazer à tona mistérios, por resolvê-los, por amar, por sentir... Que ser admirável pela razão que o rege, pela vontade de lutar, pela alegria de descobrir...
Admiro esse ser e o melhor é que cada um de nós tem essas características, mais ou menos acentuadas, mas estão lá, estou certa!
No entanto, quando a inteligência e a consciência são usadas para fins menos ortodoxos rejeito chamar humanos a esses seres mesquinhos! E quando usam a religião para justificarem os seus actos, fico fora de mim, possuída por uma raiva explicada apenas por um sentimento: Injustiça!
Todas as pessoas têm direito a pensar, a escolher, a ter ideias próprias, a ter ideais e princípios... Todos somos livres (ou deveríamos ser)!
Contudo, a partir do momento em que interferimos com a liberdade dos outros, a nossa termina e é aqui que entra o respeito pelos demais...
E que tem tudo isto a ver com a religião? Ora, vejo pessoas ligadas à Igreja a cobrarem valores absurdos por serviços que ninguém sabe explicar muito bem como começaram ou porque estão relacionados com a religião em causa.
Não me ocorre um melhor exemplo que aquele que ocorre durante a Páscoa católica, em que os fieis pagam uma certa quantia em dinheiro para poderem comer carne durante a Quaresma. Quer dizer que se pagarmos, deixa de ser pecado aos olhos de Deus, comermos carne nesse período?
Que estupidez, que maneira tão ridícula de enganar o seu semelhante! E pior, aclamar aos ideais dessas pessoas e fazer disso uma fraqueza...
Não admira que a Igreja Católica esteja em decadência! A incoerência presente em todo os percurso da igreja, juntando a estes últimos acontecimentos levam a que as pessoas deixem de acreditar ou que procurem a fé de uma outra forma...
Eu acredito em Deus! Acredito piamente! No entanto, não acredito chegar até Deus através de rezas ou de certas e determinadas palavras. Não acredito que segundo um determinado "ritual" temos um lugar no Céu... Acredito em chegar até Deus através da razão! Temos de acreditar em algo ou viveremos com constantes crises existenciais, no entanto, não temos que nos submeter a esses "monstros" que dizem falar em nome de Deus.
Que posso eu dizer em relação à minha fé? Posso afirmar que sou deísta! Chego até Deus através da razão!
Não consigo entender aqueles que usam o nome de Deus para fazer o "mal"! O mal é subjectivo, bem sei, mas sei também que quando interfiro com a liberdade dos outros, estarei a fazer o mal.
Que melhor exemplo senão as ideias extremistas de alguns muçulmanos? Servem os seus propósitos levando os mais ignorantes e inocentes a pensarem que serão recompensados se tiverem determinadas acções! Acho que Alá não vai recompensar com não sei quantas virgens quem mata inocentes ou quem faz sofrer quem nada tem a ver com os conflitos em questão!
Recordo, agora, a ideia de um famoso escritor:
Orgulhamo-nos por sermos movidos pela razão e os cães movidos pelo instinto, mas quem estará mais bem dotado para um governo da vida? Que aconteceria se os cães tivessem inventado um Deus? Lutariam entre si pelo nome a dar a esse Deus? E se estivessem de acordo em relação a esse nome, morderiam-se por acreditarem que as orelhas desse Deus eram mais ou menos pontiagudas ou pela cauda ser mais ou menos comprida?
Afinal, que razão existe nesta razão que veneramos?
Boas.
De qualquer forma eu estava indeciso de qual tema seria melhor para iniciar esta minha longa caminhada pelas polémicas do dia a dia, eu estava pensando em algo controverso.
Para ser sincero não é a primeira vez que apelem a liberdade de expressão para dizerem que a sua opinião não pode ser criticada.
A liberdade de expressão significa que somos livres de dar a nossa opinião como quisermos e com justificações/argumentos que bem entendermos, sem que haja consequências adversas a essa mesma opinião, desde que não interfira com a liberdade de mais ninguém.
O dogma é uma crença/doutrina que não pode ser contestada, isto significa de uma forma leiga, que é algo que não esta aberto a discussão.
B2R
É ainda mais humilhante descobrir como é grande o número de pessoas, hoje em dia, que não percebem que essa religião é insustentável, e, no entanto, tentam defendê-la sucessivamente, numa série de lamentáveis actos retrógados. Gostaríamos de pertencer ao número dos crentes, para podermos advertir os filósofos que tentam preservar o Deus da religião substituindo-o por um princípio impessoal, obscuro e abstracto, e dizemos: «Não usarás o nome de Deus em vão!». Alguns dos grandes homens do passado fizeram o mesmo, mas isso não serve de justificação para nós; sabemos porque é que tiveram que o fazer."