Boa noite!
Depois de alguns dias de pesquisa e depois de ler muitos artigos sobre este tema, resolvi fazer um apanhado de toda a informação que reuni e postar aqui (e noutro site também) esta crueldade praticada por todo o mundo...
A mutilação genital feminina (MGF), também chamada por excisão, é uma das práticas mais antigas do mundo e, talvez por isso, tão dificil de dissuadir quem a pratica!
Vista como a purificação do corpo feminino, é praticada em muitos países africanos, sendo que em alguns deles, cerca de 99% das meninas são excisadas.
Mas falemos, então, de números: existem cerca de 130 milhões de mulheres excisadas em todo o mundo!
Como é efectuada a excisão?
Em geral, é feita com materiais não esterilizados e ferrugentos, por vezes até com pedaços de vidro.
Isto acarreta, obviamente o risco de infecções e hemorragias. Estas acabam por levar à morte um grande número de mulheres.
E o que dizem os defensores da MGF sobre estas mortes? Dizem simplesmente que estas mulheres ou crianças já eram impuras, por isso, a excisão não resultou!
Mas qual a razão pela qual ainda existe esta prática ancestral? Os que a defendem, dizem que é uma questão de tradição e que a mulher sem clitóris será fiel ao seu marido, já que não terá desejo sexual.
Existem vários tipos de MGF:
I- excisão do prepúcio, com ou sem excisão de parte ou totalidade do clítoris (clitoridectomia);
II- excisão do clítoris com parcial ou total excisão dos lábios menores (excisão);
III- excisão da parte ou totalidade dos genitais externos e coser da abertura vaginal deixando apenas um pequeno orifício para permitir a passagem de urina e do fluxo menstrual (infibulação);
IV- sem classificação – inclui práticas como o piercing, inserção de substâncias corrosivas ou ervas na vagina.
Destes tipos de excisão, a mais extrema é do tipo III, pois há a remoção do clitoris e dos pequenos lábios. Os lábios maiores são unidos através de pontos ou espinhos/picos e as pernas são atadas durante 2 a 6 semanas.
É deixada uma pequena abertura para permitir a passagem de urina e sangue menstrual (tem normalmente 2-3 cm de diâmetro, mas pode chegar a ser tão pequena como a cabeça de um fósforo). (esta informação pode ser confirmada em http://www.cpihts.com/MGF/1_parte.htm).
Imagem de uma infibulação:

Em alguns países, a prática de infibulação está directamente relacionada com o prazer do homem.
Quando a mulher engravida, ao dar à luz, os lábios vaginais acabam por separar-se, mas são cozidos novamente.
Muito mais pormenores e histórias se podem contar acerca da MGF, no entanto, como uma imagem vale mais do que mil palavras e um vídeo deve valer por muitas mais, deixo-vos com um vídeo deveras chocante, mas que todos precisamos ver, para nos apercebermos da crueldade cometida todos os dias a crianças e mulheres que nada podem fazer para mudar este rumo:
Depois de alguns dias de pesquisa e depois de ler muitos artigos sobre este tema, resolvi fazer um apanhado de toda a informação que reuni e postar aqui (e noutro site também) esta crueldade praticada por todo o mundo...
A mutilação genital feminina (MGF), também chamada por excisão, é uma das práticas mais antigas do mundo e, talvez por isso, tão dificil de dissuadir quem a pratica!
Vista como a purificação do corpo feminino, é praticada em muitos países africanos, sendo que em alguns deles, cerca de 99% das meninas são excisadas.
Mas falemos, então, de números: existem cerca de 130 milhões de mulheres excisadas em todo o mundo!
Como é efectuada a excisão?
Em geral, é feita com materiais não esterilizados e ferrugentos, por vezes até com pedaços de vidro.
Isto acarreta, obviamente o risco de infecções e hemorragias. Estas acabam por levar à morte um grande número de mulheres.
E o que dizem os defensores da MGF sobre estas mortes? Dizem simplesmente que estas mulheres ou crianças já eram impuras, por isso, a excisão não resultou!
Mas qual a razão pela qual ainda existe esta prática ancestral? Os que a defendem, dizem que é uma questão de tradição e que a mulher sem clitóris será fiel ao seu marido, já que não terá desejo sexual.
Existem vários tipos de MGF:
I- excisão do prepúcio, com ou sem excisão de parte ou totalidade do clítoris (clitoridectomia);
II- excisão do clítoris com parcial ou total excisão dos lábios menores (excisão);
III- excisão da parte ou totalidade dos genitais externos e coser da abertura vaginal deixando apenas um pequeno orifício para permitir a passagem de urina e do fluxo menstrual (infibulação);
IV- sem classificação – inclui práticas como o piercing, inserção de substâncias corrosivas ou ervas na vagina.
Destes tipos de excisão, a mais extrema é do tipo III, pois há a remoção do clitoris e dos pequenos lábios. Os lábios maiores são unidos através de pontos ou espinhos/picos e as pernas são atadas durante 2 a 6 semanas.
É deixada uma pequena abertura para permitir a passagem de urina e sangue menstrual (tem normalmente 2-3 cm de diâmetro, mas pode chegar a ser tão pequena como a cabeça de um fósforo). (esta informação pode ser confirmada em http://www.cpihts.com/MGF/1_parte.htm).
Imagem de uma infibulação:

Em alguns países, a prática de infibulação está directamente relacionada com o prazer do homem.
Quando a mulher engravida, ao dar à luz, os lábios vaginais acabam por separar-se, mas são cozidos novamente.
Muito mais pormenores e histórias se podem contar acerca da MGF, no entanto, como uma imagem vale mais do que mil palavras e um vídeo deve valer por muitas mais, deixo-vos com um vídeo deveras chocante, mas que todos precisamos ver, para nos apercebermos da crueldade cometida todos os dias a crianças e mulheres que nada podem fazer para mudar este rumo:
Relembro que existem muitas petições online para que se acabe de vez com esta triste "tradição"... prefiro antes chamá-la de um descarado desrespeito pelos direitos humanos!
Lutemos para que acabe de vez a MGF!
E não pensemos que ela existe apenas em África ou na Ásia, pois as comunidades africanas nos países desenvolvidos trazem os seus costumes consigo e há testemunhas da comunidade guineense em Portugal que garantem que a praticam no nosso país!
Espero que este post sirva para que as pessoas tenham consciência do que se passa...
Atentamente,
Raquel
Lutemos para que acabe de vez a MGF!
E não pensemos que ela existe apenas em África ou na Ásia, pois as comunidades africanas nos países desenvolvidos trazem os seus costumes consigo e há testemunhas da comunidade guineense em Portugal que garantem que a praticam no nosso país!
Espero que este post sirva para que as pessoas tenham consciência do que se passa...
Atentamente,
Raquel